Dinheiro tem sido um dos principais motivos dos conflitos nas famílias e, por isso, muitos casais têm vivido o processo de separação. No primeiro momento da união, o dinheiro é para realizar os sonhos da família, mas com pouco tempo ele se torna um vilão. O problema é que não somos preparados para lidar com o próprio dinheiro, imagina para dividir essa responsabilidade com a família. Já começamos a vida a dois sem regras estabelecidas, sem sonhos definidos, sem um diagnóstico financeiro da família e quando paramos para analisar essa realidade, o problema já está causando conflitos.

Com dinheiro não se brinca, devemos respeitá-lo e fazê-lo trabalhar a nosso favor. Brincar com dinheiro é colocar em risco seus sonhos, aqueles que você suou a camisa e se dedicou para realizar. A família é um dos sonhos que você definiu e, por isso, também deve ser planejada. Algumas perguntas: Você merece trabalhar e no final do mês ser um mero pagador de contas sem conseguir realizar seus sonhos e objetivos? Você merece um parceiro(a) que seja um peso para você porque só gasta e não se preocupa com a realização dos sonhos da família? Você merece trabalhar o dia todo e no final do dia chegar em casa pensando em descansar e a conversa ser cobranças sobre dinheiro?

Primeiramente, até mesmo antes de casar, você deve buscar fazer um curso sobre vida financeira, da mesma forma que se faz um curso de noivos. A regra número 1 é que o casal precisa dialogar sobre dinheiro. Dialogar é definir juntos os sonhos e objetivos a serem alcançados, com planejamento sobre custo, prazo, valor a poupar por mês e ações de economia. Outra situação importante é a definição clara do padrão de vida da família. Quanto ganhamos? Quanto gastamos? Com que estamos gastando? Quanto estamos poupando? Está sobrando dinheiro para reserva estratégica? Está faltando? Resposta simples: seu padrão de vida deve estar condizente com seus ganhos e caso seus gastos estejam acima dos ganhos a primeira solução é adequar essa realidade.

Veja algumas dicas abaixo que te ajudará na relação com o dinheiro e família:

  1. Definição de regras claras sobre o dinheiro: quem será responsável pela administração do dinheiro ou se os dois (desde que definidos as atribuições e regras), definição das prioridades, o que significa o dinheiro para a família, como deve ser tratado, o que cada um vai arcar;
  2. Definição do padrão de vida da família: esse padrão de vida nada mais é que uma definição de um orçamento que caiba no seu bolso. Para isso, é necessária a realização de um diagnóstico da vida financeira familiar através do levantamento das receitas e gastos da família separados por categoria. Esse diagnóstico deve ser repetido pelo menos uma vez ao ano como forma de prevenir problemas, redesenhar ações e manter o equilíbrio familiar;
  3. Dinheiro como meio para realização de sonhos: o dinheiro deve ser visto como meio e não como fim. Ele é um meio de realizar seus sonhos e objetivos de vida. Já os sonhos são sua motivação para poupar. Por isso, esses sonhos devem estar definidos para curto, médio e longo prazo e todos da família devem participar;
  4. Todos da família devem estar engajados na proposta: O esforço da poupança deve ser de todos, inclusive filhos, caso tenham. De nada adianta um só poupar e ou outro gastar, pois acontece um desequilíbrio gerador de conflito. Deve-se realizar uma reunião familiar onde todos relatam seus sonhos individuais e também os coletivos. Depois se faz o orçamento e definem as ações;
  5. Ações claras com objetivos definidos: qual o sonho, quanto custa, em quanto tempo será realizado, quanto poupar por mês para cada sonho. Esses dados pré-definidos devem ser respeitados e o que for acordado só deve ser alterado caso aja concordância das partes;
  6. Decidam ser investidores: comece poupando pelo menos 10% dos ganhos para realização de sonhos. Não se esqueça de investir na independência financeira, pois você merece ter qualidade de vida em sua melhor idade. Planeje sua independência financeira e defina o dia que vai se aposentar ou que vai trabalhar por prazer.

Aproveite essa leitura e faça junto com sua família. Esta é uma boa ocasião para incorporar a prática de um orçamento diferente, que priorize os sonhos. Nele, são registrados os ganhos, subtraídos os valores necessários para realizar os sonhos e adequar as despesas ao saldo. Com os sonhos estabelecidos, a família terá mais facilidade para poupar dinheiro e conquistar o que deseja, pois quando o sonho vem primeiro, o consumo desenfreado perde a força. Quando o casal começa uma relação com planejamento de sonhos em família e com estruturação financeira, com certeza a chance de essa relação frutificar é bem maior. Torcendo por você!

Fonte: www.mulheresempreendedoraspi.com.br